Três conversas que você não pode deixar de ter com a sua marca

Quando pensamos na relação que a comunicação tem com uma marca, normalmente nos vem à cabeça um plano de marketing, certo? No entanto, o papel da comunicação vai mais além… aliás, eu diria que viria antes mesmo de se pensar no plano de marketing. A comunicação tem um forte impacto na modelagem de um negócio, além de ajudar na estruturação da identidade, da imagem e da reputação da marca.

Existem três conversas que precisam acontecer no momento da modelagem de um negócio, e revisitadas mais algumas vezes depois. A primeira delas é com a essência da marca, para realmente entender e construir a sua identidade.

Neste momento é preciso conhecer realmente a cultura da marca, quais são seus valores e suas crenças, como isso molda a estratégia adotada e os objetivos traçados. Precisa haver uma harmonia entre esses elementos para os resultados sejam alcançados. É nesta conversa também que identificamos o diferencial de uma marca, quais dores do mercado irá atender e quais soluções usará para isso. Aqui temos a causa da empresa, sua visão e missão conseguem assim, estarem definidas de uma maneira clara e objetiva. É a comunicação conhecida como institucional.

A segunda conversa que temos é com a forma como a marca executa os seus processos, define seus parceiros e fornecedores, planeja suas atividades e recursos necessários para executá-las, além de controlar seus custos e ganhos. Ter este papo ajuda com que a marca entregue seus produtos ou serviços de forma a atender às expectativas do cliente, ou até mesmo superá-las. Neste momento, a imagem da marca começa a ser construída, à medida em que se relaciona com o cliente através de seus produtos e serviços. Esta é a comunicação conhecida por administrativa.

Por fim, chegamos à terceira conversa, como a marca se relaciona com seus clientes. Aqui, precisamos entender como a marca identifica seus potenciais clientes e os segmentam, como ela se relaciona com cada um deles… seja por telefone, por ações de marketing, e-mail, visitas comerciais ou para aquele cafézinho de networking, redes sociais e por aí vai. É aqui que começa a ser construída a reputação de uma marca, já que nesta conversa também inclui a forma como é entregue o produto ou serviço e como é feita a sua pós venda.

Esta é uma conversa importante, já que as pessoas, que ainda não se relacionaram com a empresa, ainda possuem uma página em branco em relação à reputação de quem lhes oferece um produto ou serviço. Conhece a expressão “A primeira impressão é a que conta?”, pois é, esta é a comunicação chamada de mercadológica.

E por que ter estas três conversas acabam sendo tão importantes para uma marca? Porque, se analisarmos o ranking da CB Insights relacionado às maiores causas de mortalidade de startups, as três maiores vilãs estão ligadas à falta de comunicação com a marca. A falta de fit (ou necessidade) da solução apresentada com o mercado é claramente um indício de que o empreendedor não conversou com a marca em relação aos potenciais clientes. Já a falta de trabalhar com o time ideial (ou certo), deixa claro que o empreendedor não teve aquele papo institucional para saber qual o perfil de profissional, ou perfís, eram necessários para compor o time, além de não ter trabalhado o alinhamento com a cultura e a estratégia da empresa. Por fim, o caixa vazio e a falta de grana, é um sinal claro de que o empreendedor não conhece seus processos, recursos, atividades etc., deixando ruídos na comunicação administrativa. Claro que a coisa pode piorar um pouco mais quando o problema é a somatória de tudo isso.

E isso não é um privilégio dos pequenos, não! Talvez você, que atua em uma grande marca, só perceba quando for tarde demais, por conta da complexidade de seus processos. É preciso bater um papo de perto com ela com alguma frequência, para perceber a temperatura das coisas e dar o direcionamento correto ao seu desenvolvimento.

E você, tem conversado com a sua marca?

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Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação.
Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com.
Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.

Extraido de Três conversas que você não pode deixar de ter com a sua marca

Silvio Girotto

Amante de redes sociais, comunicadores instantãneos e de Marketing Digital

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