Pra variar, mulheres passam a sofrer assédio no TikTok

Atualmente, o Tik Tok é um dos aplicativos que mais cresce em downloads no mundo. Em fevereiro, o app ultrapassou 1 bilhão de downloads, e é o aplicativo não-jogo mais baixado em países como os Estados Unidos. E com o crescimento do seu número de usuários, aumentou também o número de casos de assédio envolvendo homens importunando mulheres no app.

Segundo reportagem do Buzzfeed, a maioria das mensagens de assédio vem de homens mais velhos nos vídeos de mulheres cantando e dançando – que é o propósito do app. Muitas das usuárias assediadas, inclusive, são menores de idade. Em alguns casos, os homens remixam os vídeos das usuárias e enviam uma versão na qual aparecem dançando junto com elas, efeito permitido pelo app através do chamado Duet.

Não ajuda o fato de o TikTok, como praticamente todas as plataformas de mídia social, ser otimizado para promover o engajamento, usando de algoritmos para direcionar os usuários a conteúdos semelhantes aos que ele já consome. Ou seja, quanto mais interação um cara tem com conteúdos de usuárias da plataforma, mais conteúdos de mulheres vai aparecer pra ele.

O que grande parte das vítimas têm feito é expor os vídeos e comentários que recebem, confrontando os assediadores em outras plataformas como Instagram e Twitter, e exibindo as evidências.

O esforço formou, praticamente, um coletivo de mulheres que coletam alegações e evidências de má conduta sexual, e que afirmam fazer isso por não acreditarem na capacidade da empresa de acabar com o problema

As autoridades de alguns países já estão de olho na onda de denúncias publicadas pelas usuárias do aplicativo. Nos Estados Unidos, um dos homens que foram denunciados por enviar vídeos para uma das usuárias do TikTok, foi levado pelo FBI para dar explicações.

Ele tem 27 anos e ela 15. O mesmo usuário foi banido do TikTok.

Atualmente, o app permite que você denuncie uma conta pelos seguintes motivos: fingir ser alguém, postar conteúdo impróprio, ter informações de perfil inadequadas ou “outros”. Nessa última opção, quem denuncia pode fazer um comentário mais personalizado explicando a situação.

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Silvio Girotto

Amante de redes sociais, comunicadores instantãneos e de Marketing Digital

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