Festival do Rio: O mundo pelos olhos de Van Gogh em “No Portal da Eternidade”

Retratar o mundo sob o ponto de vista de um homem com esquizofrenia e que originou uma das mais importantes revoluções artísticas dos últimos séculos é uma tarefa no mínimo desafiadora. Quando este homem é Vincent Van Gogh, artista cuja trajetória é, mesmo que bem documentada, cercada de inconsistências – sua morte, por exemplo, é um assunto discutido até hoje –, o grau de dificuldade se eleva. O pintor e cineasta Julian Schnabel, então, escolhe um filme que não se propõe nem a ser uma cinebiografia de Van Gogh, como foi “Sede de Viver”, filme de 1956 dirigido por Vincent Minnelli, nem uma homenagem à estética do holandês, como foi “Com Amor, Van Gogh”, de 2017.

“No Portal da Eternidade” é um filme criado para corrigir um erro histórico. Van Gogh foi um dos artistas mais incompreendidos da humanidade. Não vendeu sequer um quadro enquanto esteve vivo, mesmo que produzisse obras constantemente – no período em que passou em uma instituição psiquiátrica, chegou a pintar 75 obras em 80 dias. Seu estilo era desdenhado pela maioria, incluindo colegas pintores, que diziam que suas pinturas, pelo relevo originado pelo volume de tinta, mais pareciam esculturas. A proposta de Schnabel, portanto, é fazer com que o espectador compreenda os sentimentos e visões artísticas de Vincent Van Gogh.

Extraido de Festival do Rio: O mundo pelos olhos de Van Gogh em “No Portal da Eternidade”

Silvio Girotto

Amante de redes sociais, comunicadores instantãneos e de Marketing Digital

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