Depois de série da HBO, região de Chernobyl vira lugar procurado por turistas e suas selfies

Em maio, a HBO estreou a minissérie “Chernobyl”, que em seus 5 capítulos mostrou ao público os fatos e decisões que culminaram no acidente da Usina Nuclear de Chernobyl e, obviamente, todos os danos gigantescos causados pelo desastre. Mas, de alguma forma surreal, a série acabou despertando uma onda de interesse das pessoas no local da tragédia, incluindo um aumento do número de turistas, seflies e até ensaios fotográficos nas imediações da usina.

De acordo com o Washington Post, o número de reservas de viagens para a região em maio deste ano foi 30% maior do que em maio de 2018, e mais alto ainda para os próximos três meses. Os turistas geralmente escolhem visitar a cidade abandonada de Pripyat, local ao lado da usina nuclear e que foi completamente evacuado na época do acidente.

Com a repercussão do “boom de Chernobyl no Instagram”, o criador da série, Craig Mazin, criticou o comportamento de alguns instagrammers que, digamos, não têm a mínima noção do que fazem, e pediu respeito por todos que sofreram ali.

Como série, “Chernobyl” nos levanta questões importantes, embora seja necessário frisar que o roteiro misturou fatos reais e alguns relatos ficcionais. Ainda assim, é impossível não questionar os posicionamentos políticos e decisões tomadas na época, e ainda fazer um paralelo mental com tragédias de responsabilidade humana que, infelizmente, vimos no Brasil em um período tão recente. A série ainda ecoa um dos maiores debates atuais: informações verdadeiras x informações mentirosas.

Mas o fluxo de turistas à Chernobyl traz outro questionamento: como se portar em relação às tragédias, homenagear a história, mas sem transformar tudo em um parque temático.

Vale ressaltar que os níveis de radiação no local, hoje, são considerados seguros, mas a área ao redor da usina continua praticamente desabitada.

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Silvio Girotto

Amante de redes sociais, comunicadores instantãneos e de Marketing Digital

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